
A premissa do Rock na Broadway é simples: um show que traz a roupagem do rock para grandes sucessos dos musicais. Talvez, no início, fosse só isso mesmo. Lara Suleiman e Arthur Berges provavelmente não tinham grandes pretensões, apenas desenvolver um projeto autoral que refletisse suas referências musicais. Mas as coisas mudaram, e muito.
A primeira edição do Rock na Broadway no Rio de Janeiro, realizada no último sábado, 1º de agosto, é uma prova disso. O Solar de Botafogo lotado recebeu Lara Suleiman, Arthur Berges, de forma remota, e uma banda irretocável, formada por Bruno Galhardi, Gabi Suyama, Felipe Sushi e Léo Versolato, que fez a casa ferver.
A fórmula parece certeira: atingir os apaixonados por musicais, que geralmente são um público muito caloroso. Mas o repertório alcança uma gama muito maior. Michael Jackson, Rita Lee, Beyoncé, Nina Simone, Tim Maia, P!nk, sucessos da Disney… Não é por acaso que o título é “Rock na Broadway, e o que mais a gente quiser”.
São nítidos o cuidado e a atenção dados não apenas ao repertório, contemplando todas as parcelas do público, mas também ao evento em si. A produtora responsável, Xódo Produções, formada por Isabella Cavallari, Mafê Alcântara e Amanda Lemos, realmente entende a importância de ouvir o público e cuidar dos detalhes, o que torna a experiência de estar em um show algo diferente.
Você realmente se sente pertencente àquele projeto, como se estivesse em um clube, um grupo, uma família. Gente de todas as idades percebe que finalmente encontrou o seu lugar.
A primeira edição no Rio de Janeiro foi histórica. Com as brilhantes participações de Suzana Santana, Cella, Anna Akisue e Tati Christine, durante quase três horas de show, Lara Suleiman e sua banda eletrizaram um público eufórico e extasiado, que correspondeu à potência da apresentação.
Foi justamente essa resposta do público que mostrou que o Rock na Broadway não apenas tem demanda fora de São Paulo, como também tem potencial para ir muito além. Um projeto tão bem-executado e, principalmente, feito com paixão, merece e pode alcançar uma vida longa, tanto nos palcos como na memória do público.
Talvez, seja justamente essa a maior força e potência do Rock na Broadway, entregar algo que vai além de apenas um show: a sensação de fazer parte de algo maior.


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